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ASPEA desafia atores políticos a reconhecerem e integrarem os trabalhos dos cientistas nas estratégias locais de sustentabilidade

“É importante os políticos perceberem quais são os desafios da sociedade para que nós cientistas possamos dar resposta a esses desafios”; “O que podemos fazer é minimizar as consequências do que aí vem (…) A sociedade humana nunca consumiu tantos combustíveis fósseis como está a consumir na atualidade mesmo com estes preços absolutamente loucos”. Estas foram preocupações debatidas no passado dia 29 de setembro, no Oceanário de Lisboa.

No âmbito do Projeto Europeu BlueNIGHTs, que se dedica a divulgar e sensibilizar o conhecimento científico dos investigadores europeus e, em particular, o papel da investigação marinha, e do qual a ASPEA é entidade parceira, com mais 9 entidades de 6 países, foram realizadas várias atividades de comunicação de ciência e de Educação Ambiental no Oceanário de Lisboa, integradas na Noite Europeia dos Investigadores.

O evento contou com a realização de várias oficinas de literacia marinha: uma oficina promovida pelo Oceanário de Lisboa sobre a problemática da conservação dos cavalos-marinhos; uma oficina promovida pela DOCAPESCA sobre o consumo responsável de pescado; uma oficina sobre o plástico marinho e uma oficina de artes plásticas dinamizada pela ASPEA; uma oficina sobre o trabalho de laboratório realizado pela Escola Secundária Quinta do Marquês.

O programa contou ainda com a exposição da EMEPC, apoiada pelas explicações da bióloga Mónica Albuquerque sobre os trabalhos de investigação no mar profundo e com a exposição “Peixes com Alma” do artista plástico “Nuno Paulino”.

Em seguida, seguiu-se uma apresentação musical “Ocean” com Carolina Quintas (voz), semifinalista do The Voice Kids, e Beatriz Pinto (guitarra), semifinalista do Got Talent Portugal e selecionada para a fase de audições do Got Talent Espanha.

Um dos momentos altos do evento foi o painel composto pelos investigadores da área das ciências marinhas que apresentaram as suas instituições e partilharam com o público o trabalho Como oradores estiveram presentes Ana Faria, Mare - ISPA,  Leonel Pereira, professor da Universidade de Coimbra e investigador do MARE UCoimbra e coordenador do MARE FOZ, exímio entendido na área das macroalgas, Inês Carvalho, investigadora do Instituto Gulbenkian de Ciência que desenvolve o seu trabalho no estudo genético de populações de cetáceos, Maria João Correia, investigadora do MARE ULisboa que partilhou com a audiência o trabalho levado a cabo na conservação da enguia europeia e o trabalho junto das comunidades, e Sérgio Leandro, investigador e diretor do Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar – IPL Leiria, que nos falou sobre a importância de estimular o empreendedorismo na área das ciências marinhas, estar atento e encontrar respostas para desafios que encontramos na sociedade através da investigação científica.

Esta mesa redonda contou com a participação ativa do público e foram levantadas várias questões relacionadas com a carreira de investigador, com o trabalho do investigador junto da comunidade, sobre a aplicação política dos resultados das investigações, entre outros.

No seguimento do debate considerou-se que “é urgente que as pessoas percebam que nós estamos num caminho sem retorno (…) O que podemos fazer é minimizar as consequências do que aí vem (…) A sociedade humana nunca consumiu tantos combustíveis fosseis como está a consumir na atualidade mesmo com estes preços absolutamente loucos. A sociedade está a funcionar tão dependente dos combustíveis fosseis que é um processo irreversível”, revela Leonel Pereira. Posição que Sérgio Leandro suaviza afirmando que “ainda vamos a tempo de recuperar alguma coisa. Temos que aprender com a natureza, perceber como é que os organismos se adaptaram ao longo de milhares de anos e ainda sobrevivem”.

Rute Candeias, Coordenadora da área dos Oceanos da Aspea, lembra que “essa é uma das nossas missões: a Educação Ambiental e o papel de cada um é muito importante (…) cada um de nós, com um pequeno gesto, pode mudar muita coisa, se formos todos ao mesmo tempo. Às vezes mais vale uma mudança de comportamento consistente, mas que se for adotada por muita gente já faz a diferença. E são esses pequenos gestos que a ASPEA se empenha bastante em comunicar”.

Joaquim Ramos Pinto, presidente da ASPEA colocou a questão aos investigadores, presentes no painel, sobre a sua opinião entre aquilo que é o trabalho e os resultados das investigações dos cientistas e o seu reconhecimento e aplicação na agenda política pelos atores com decisão no poder local e poder nacional, tendo Sérgio Leandro desabafado que “o foco dos cientistas é o conhecimento e a recolha de dados e o foco dos políticos, se calhar, não é esse. Quando as coisas estão desfocadas nunca estão alinhadas. Quando falamos, hoje em dia, da crise climática, quer dizer, há quantos anos é que os cientistas alertam para isso?”. Leonel Pereira reforça essa ideia afirmando que “não é fácil passar a nossa ciência para os políticos, parece que há uma barreira”.

Neste contexto, as ONG’s têm e deverão ter, na perspetiva de Ana Faria, um relevante papel. “as ONG’s foram capazes de fazer a ligação entre os dados científicos e as comunidades locais (…) As ONG’s têm um papel importante par chegarmos aos decisores políticos”. Opinião fortalecida por Inês Carvalho que assume que “o diálogo entre todas as partes envolvidas é o que pode fazer a diferença”.

Assistiram ao evento cerca de 200 pessoas que se encontravam no local, mais outras tantas que assistiram via online. O evento realizou-se no Oceanário de Lisboa, entre as 18 e as 24 horas, foi transmitido por streaming e pode ser visualizado no canal YouTube da Aspea.

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